Publicado na Revista Brasileira de Educação
RESUMO
O artigo parte da ideia de que há no pensamento de Rousseau uma estética da natureza, principalmente no que diz respeito à jardinagem, voltada para a formação da sensibilidade e o desenvolvimento de uma razão sensitiva. As metáforas do “jardim,” da “jardinagem” e do “jardineiro” que aparecem no livro Emílio ou da Educação, são reverberadas pelo cultivo do Eliseu, um jardim inglês, o qual aparece no romance Júlia ou a Nova Heloisa, de Rousseau, o qual pode ser tomado como um exemplo de ação virtuosa em favor tanto da natureza quanto do homem, pois é pela virtude de sua criação que foi possível o desenvolvimento da sensibilidade, melhor dizendo, da razão sensível ou sensitiva. Mas também a perspectiva estética que aparece na descrição do Eliseu, auxiliada pelas descrições da natureza, empreendidas por Rousseau em outras obras, tem a ver com uma preocupação profunda acerca da natureza interior, da busca de um Eliseu psicológico no qual a alma encontre abrigo, conforto e satisfação.
Palavras-chave:
Rousseau; Educação; Jardim; Estética; Sensibilidade


